학술논문


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O USO DA ETNOGRAFIA ANTROPOLÓGICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL MARIANA MOREIRA DA SILVA Graduação em Pedagogia pelo Centro Universitário Assunção (2009); Especialista em Psicomotricidade pela Faculdade FMU (2016); Professora de Educação Infantil e Ensino Fundamental I - na EMEF Assad Abdala. RESUMO A pesquisa realizada demonstra a importância de trabalhar a etnografia antropológica na educação infantil. Com ênfase no uso da etnografia pude observar uma prática pedagógica consciente e reflexiva, despida de preconceitos, em que educadores tiveram a necessidade de conhecer mais sobre os seus educandos, tiveram a necessidade de buscar um outro olhar sobre eles para aprimorar sua prática, onde aprendiam à medida que ensinavam e se ensinavam à medida que refletiam sobre a prática e sobre si. A unidade de ensino analisada propõe a reflexão da prática docente por meio visitas domiciliares aos educandos e do diário de campo, com intuito de ter uma educação inclusiva, humanista, crítica e reflexiva. Palavras-chave: Etnografia; Antropologia; Educação. INTRODUÇÃO A pesquisa realizada tem como proposta enfatizar a importância de trabalhar a etnografia antropológica na educação infantil, dentro dos CEI´s conveniados com a prefeitura de São Paulo, na cidade de São Paulo- SP. A pesquisa demonstrará como o uso da etnografia antropológica pode contribuir para a ação pedagógica consciente e reflexiva. Para acompanhar a mudança da prática docente por meio da etnografia antropológica foram realizadas: entrevistas com a direção e coordenação pedagógica. A etnografia antropológica é realizada por visitas domiciliares aos educandos e escritos da prática docente no diário de campo. USO DA ETNOGRAFIA ANTROPOLÓGICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL Um dos principais focos da educação, seja ela infantil, juvenil ou para adultos é fomentar o ensino- aprendizagem de modo crítico, reflexivo e consciente. Dentre as mais diversas aprendizagens encontra-se a cultura. Segundo Severino (2002), a cultura, além de ser uma intervenção do homem sobre a natureza, é um fator social. Social quando se estabelece entre gerações, ao inserir as mais novas na cultura das gerações mais velhas. Social por inserir essa geração no mercado de trabalho e social por se estabelecer uma prática social, ao utilizar a educação como mediadora de cultura. Quando a educação media a cultura, media por vezes dentro de uma instituição de ensino e aí entra o papel da etnografia antropológica na educação infantil. Segundo Dauster (1997) a antropologia busca entender a cultura e a vida social, uma ciência social baseada na observação do outro, de modo a buscar o real sentido das relações entre as pessoas. Essa observação do outro, vem unida de descrições, um trabalho de campo também nomeado de etnografia, que contribui para a experiência pessoal. Quando a antropologia se refere a cultura, amplia o seu olhar para diferentes culturas, com o intuito de valorizar os diversos aspectos e relações, a fim de destruir os estereótipos muitas vezes construídos pelo simples fato de ser diferente. Embora a educação aconteça principalmente dentre contextos escolares, as aprendizagens acontecem mesmo antes dos discentes entrarem para a escola. Todos esses conhecimentos adquiridos contribuem para a formação da personalidade cultural, fator muito estudado pela psicanálise. Nesse contexto de múltiplas aprendizagens adquiridas para a formação do sujeito atua a educação crítica e reflexiva, pois atua não apenas na construção de conhecimentos, pensasse em quem é esse educando e quem ele virá a ser. Humanizando assim a educação e todos envolvidos nela. A formação do sujeito, a sua personalidade cultural formasse à medida que ele aprende sobre o mundo. Quanto mais o sujeito aprende sobre o mundo, mais ele aprende sobre si e assim se constitui como pessoa. Para compreender quem é esse educando foram traçadas algumas medidas afim de melhorar a prática docente no CEI, despindo-a de preconceitos. Para entender melhor esse conhecer, entrevistei a Diretora Rosangela Santos Barbosa e perguntei: - 'porque as professoras faziam anualmente visitas as casas dos seus educandos ?' Rosangela relatou que certa vez ouviu algumas críticas de uma das educadoras. A educadora reclamava da higiene pessoal e de vestuário que acarretavam mau cheiro em um dos seus educandos. A mesma queria marcar uma reunião com o pai da criança para relatar suas observações e cobrar mudanças na higiene. Foi então que a Rosangela sugeriu que a professora marcasse uma visita domiciliar ao seu educando, para o conhecer melhor e a partir de então poder conversar com o pai. A educadora voltou da visita muito sensibilizada e com um outro olhar sobre o pai e a criança. O menino fora abandonado pela mãe com apenas dez dias, segundo o pai ela mergulhou no mundo das drogas e ele passou a cuidar sozinho do filho. Conseguiu um emprego em que pudesse levá-lo e buscá-lo do CEI. Infelizmente não tinha muitas condições financeiras e moravam em um barraco de madeira de apenas um cômodo. O pai lavava e secava a roupa no cômodo, pois não tinha área externa. Assim nem a pele da criança e nem a roupa pegavam sol, por isso tinham o cheiro úmido. Contudo, o pai era extremamente dedicado e afetuoso com o seu filho. Foi a partir de então que a Rosangela resolveu expandir essa mudança de olhar e implementou as visitas domiciliares como parte do Projeto Político Pedagógico do CEI. Ela disse que as visitas mudaram a prática docente, pois as educadoras despiam-se dos preconceitos quando conheciam a vida de seus educandos. Elas passavam a não impor a sua cultura, e a aceitar os educandos do modo como eles eram. As visitas domiciliares não só mudavam o olhar das educadoras, mudava o olhar de toda a comunidade escolar. As famílias respeitavam mais o trabalho realizado no CEI, criavam parceria entre a escola e a família, pois diziam-se vistas de fato. O CEI passou a ser mais respeitado e não sofria mais com o vandalismo. Dewey fala muito desse processo cultural, o descreve como contínuo e interno. Onde a identidade cultural é pluricultural, configurada a partir das influências de suas emigrações. E onde houver dois ou mais envolvidos no processo de ensino- aprendizagem, essa cultura se tornará intercultural. Pois, sempre se estabelecerá uma troca, embora sejam diferentes haverá uma comunicação. A comunicação e troca faz com que as relações e os aprendizados se tornem significativos ao valorizar o educando e sua experiência. A etnografia antropológica permite olhar o educando com outros, atendo-se a heterogeneidade e diversidade sociocultural que o torna singular. Olhar a singularidade de cada um e assim poder realizar um trabalho que seja rico para todos, assim trabalha a antropologia na educação, ela busca entender as diferenças e as especificidades de conhecimento e cultura socialmente construídos, a construção de um saber de fronteira. A antropologia estuda o humano com todas as suas especificidades e singularidades e seu modo de socialização. Mas, como entender o humano com suas especificidades e singularidades? Faz- se necessário uma reflexão filosófica, compreender para então explicar, ou seja, uma metodologia de pesquisa. A compreensão e reflexão são fatores inerentes a análise, uma analogia as reflexões antropológicas e pedagógicas. A antropologia como metodologia de pesquisa é empírica e por isso, muito importante no campus de resultados do processo pedagógico. É necessário fundamentar a pesquisa. Pensar a ação, essa síntese dialética entre a antropologia empírica e a reflexão filosófica fundem o ambiente e a história de vida dos envolvidos no processo de ensino-aprendizagem, estabelecida por vezes em um currículo oculto. E sobre o pensar da ação docente perguntei a coordenadora pedagógica Joice Damaceno sobre o diário de campo. O diário de campo é um caderno onde as educadoras fazem o registro de uma atividade do seu dia a dia, diariamente. Esse registro pode ser uma atividade, pode ser um momento espontâneo de ações das crianças, que pode levar a reflexões sobre a prática docente. De acordo com Vieira (1999) o diário é objeto de investigação do fenômeno educativo. Propicia a tomada de consciência por meio da reflexão de quem se é, em constante mudança da prática pedagógica. Uma reflexão que leva a consciência da ação. O que você poderia me dizer sobre o diário de campo? Como você vê a mudança da prática docente a partir dos registros das atividades? Joice Damaceno: O registro escrito permite a prática de pensar e escrever sobre o que se fez.... Não só nos faz seres pensantes como nos dá oportunidade de sair do automático, de se distanciar do ato e pensar sobre ele. Isso gera mudança , melhoras, readaptações. Paulo Freire (1981) também se refere ao ato de pensar, de refletir, de se transformar e se formar por meio da pesquisa. Pois, a pesquisa permite com que se ensine e se aprenda sobre o que se ensinou. E quando o resultado da pesquisa ou da reflexão é colocado em prática, não apenas se ensina ou se aprende, se pesquisa ou se reflete novamente. A educação é um movimento permanente e dinâmico. A educação é- como tudo o mais que é humano e é criação de seres humanos- uma dimensão, uma esfera Inter direcionada e interligada a outras, um elo, uma trama (no bom sentido da palavra) na teia de símbolos e saberes, de sentidos e significados, como também de códigos, de instituições que configuram uma cultura, uma pluralidade interconectada (não raro, entre acordos e conflitos) de culturas e entre culturas, situadas em uma ou entre várias sociedades. (GUSMÃO, 2009, p.12) CONSIDERAÇÕES FINAIS Por isso, o fazer antropológico é capaz de transformar e ser transformado, é uma crítica constante da ação, um desafio. Ensinar aprendendo e aprender ensinando. Compreender que a escola não é o único meio de se ter conhecimento e cultura na formação e constituição do indivíduo e sua subjetividade. Compreender que a educação ultrapassa a fronteira dos muros escolares. Compreender que esse educando não é apenas aluno, compreender que ele é sujeito que se constitui por sua singularidade e isso só é possível, pois este está inserido em um contexto plural, regado de historicidade pessoal e social. Esse educando torna-se indivíduo quando adquire o domínio de si, quando se diferencia dos outros. Mesmo integrado socialmente é singular, é único e quão difícil é olhar o subjetivo de cada um. Quão rico é despertar esse olhar, desse outro olhar, que não é superficial, que não vê apenas estereótipos, que consegue ir além e consegue olhar como um todo envolvido por todas as suas partes. Poder se familiarizar com o outro, aceitar a cultura dele sem impor a sua relativizando o processo de socialização, tornando ambos mais humanos de modo a incluir um conhecimento sem que seja necessário excluir outro ou adaptar, ou seja, promover de fato a interação social. REFERÊNCIAS GOMES, Roberto. Crítica da razão Tupiniquim. 3ª ed.- São Paulo: Editora Cortez, 1983. SEVERINO, Antonio Joaquim. Educação, sujeito e história. São Paulo: Olha d´ Água, 2002. BRANDÃO, Carlos Rodrigues. Entre Paulo e Boaventura. Algumas aproximações entre o saber e a pesquisa, 2003. Disponível em:< http://www.googleacademico.com.br/2003/publicação-de-artigos-cientificos.htm/ DAUSTER, Tania. Antropologia e Educação- Um saber de fronteira. 26ª Reunião anual da Anped: mesa redonda as ciências sociais e a pesquisa. Poços de Caldas, out. 2003. Disponível em:< http://www.googleacademico.com.br/2007/publicação-de-artigos-científicos.htm/ DAUSTER, Tania. Um outro olhar: entre a antropologia e a educação. Caderno CEDES vol. 18 n. 43 Campinas, 1997. Disponível em:< http://www.scielo.br/1997/dx.doi.org/10.1590/50101-32621997000200004publcação-de-artigos-científicos.htm/ GUSMÃO, Neusa Maria Mendes. Por uma antropologia da educação no Brasil. Coleção Temas & Educação, 2010. Disponível em:
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Revista Territórios. :209-214
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GREDOS. Repositorio Institucional de la Universidad de Salamanca
Universidad de Salamanca (USAL)
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GREDOS. Repositorio Institucional de la Universidad de Salamanca
Universidad de Salamanca (USAL)
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Anais de História de Além-Mar; Vol. 21 (2020); 349-382
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